terça-feira, 26 de dezembro de 2017

LEANDRO E O NATAL - PARTE II


" O quê??? Um carro entrou pela esquadra dentro??? Quando é que foi isso??? " repete Leandro, mas Alcides está tão perturbado que o inspector não pede mais detalhes.

Enfia o casaco, pega nas chaves e desce até à garagem. Meia hora depois, está na esquadra de Benavente e depara com uma cena caricata.

A porta, de vidro, está estilhaçada e o carro parou mesmo em frente ao balcão do atendimento.

O sargento de serviço não sabe o que pensar, está ali parado sem tomar qualquer atitude e fica aliviado quando vê o inspector.

Este aproxima-se do carro e tenta abrir a porta. Mas esta está bloqueada e Leandro olha em volta.

Dir-se-ia que a Fada Má passou por ali e transformou os homens em estátuas de gelo. Ninguém fala, ninguém toma a iniciativa.

" Então? Alguém chamou a equipa forense? " pergunta o Leandro " O carro não veio parar aqui sozinho... Alcides, toma nota da matricula.... E, sargento, chame a equipa de manutenção, alguém tem que limpar isso... " acrescenta.

As ordens são cumpridas rapidamente e Leandro resolve chamar o Sargento Bernardes.

Mas o Bernardes está no Algarve e só volta em Janeiro.

" Talvez o Alcides me possa ajudar..." pensa. Abre a porta do gabinete e pede ao sargento para chamar o Alcides.

Este aparece de bloco na mão. Já sabe que o carro foi roubado naquele manhã do parque de estacionamento do shopping.


CONTINUA

2 comentários:

Gil António disse...

Boa tarde. Admirando a beleza natural e maravilhosa da sua publicação/texto/poema, passo também, para desejar um ANO NOVO de 2018, muito feliz, extensivo a família e amigos..
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hoje: * Embriaga-me nas tuas Emoções *
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Continuação de boa festas.
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Sofá Amarelo disse...

Sim, já se tem visto coisas semelhantes em filmes, mas não quer dizer que elas não possam acontecer também na realidade. Coisas estranhas acontecem, ainda por cima numa esquadra... muito bem descrita a situação, a qual só por si é difícil de narrar... excelente suspense...